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domingo, 17 de julho de 2011

Turquia

A Turquia está no Mediterrâneo, na região da Anatólia do Oeste da Ásia, com uma pequena parte no sudeste da Europa, separadas pelo Estreito de Bósforo que une o mar de Mármara com o mar Negro. A Turquia é cercada por Bulgária e Grécia a oeste, Armênia, Azerbaijão e Geórgia a nordeste, Síria, Iraque e Irã a sudeste.
Nominalmente, 99% da população da Turquia são considerados muçulmanos, em sua maioria pertencentes ao ramo sunita do Islão e 1% pertence a outras religiões, principalmente cristãos judeus e bahá'ís.

O clima na Turquia tem uma grande diversidade, dependendo da topografia diversificada e latitude. Egeu, Mediterrâneo e zonas costeiras desfrutam do clima mediterrânico típico. Dificilmente se encontra uma gota de chuva durante o verão ensolarado e quente (maio-outubro). Os invernos são suaves e chuvosos nestas regiões, e muito raramente neva no litoral, com exceção das zonas montanhosas superior a 2000 metros destas regiões, que são muito nevado e freqüentemente não são transitáveis. A temperatura da água do mar Egeu e Mediterrâneo é quente durante o verão longo (maio a outubro), que constitui a estação de natação e oscila entre 23 ° e 28 ° C, de norte a sul.
As mais importantes cidades são da Turquia:

Ancara - a capital da Turquia e sua segunda maior cidade. A capital da Turquia tem um museu de civilizações pré-históricas e o mausoléu de Atatürk, o estadista que reformou o país no início do séc. XX
Antalya - a cidade que mais cresce. O centro de uma variedade de resorts de praia. Antália foi uma cidade importante do Império Bizantino que Segundo a lenda, no século II a.C. Átalo II, rei de Pérgamo ordenou ao seus homens que encontrassem o paraíso na terra. Depois de uma intensa busca, eles descobriram a região de Antália. tem um clima carateristicamente mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos chuvosos moderadamente quentes.
Entre os eventos anuais destacam-se:
- Festival de Cinema de Antália o maior festival de cinema turco, realizado na última semana de setembro.
- Festival Internacional de Cinema Eurásia, realizado anualmente, recebe mais de 200 filmes de vários países. Na secção de competição só são aceites filmes produzidos na Europa ou Ásia.
- Festival de Antália, realizado todos os anos entre 12 e 29 de setembro.
- Festival Internacional de Música Mediterrânica, realizado em outubro, tem a duração de seis dias.
- Concurso Internacional de Música Folclórica e Dança, realiza-se na última semana de agosto.
- Festival Internacional de Ópera e Ballet de Aspendo, organizado pela Companhia Nacional de Ópera e Ballet da Turquia, tem lugar em junho e julho no teatro romano de Aspendo.
- Festival das flores, realizado em maio.
Bodrum - uma cidade costeira da moda no sul do Mar Egeu que se transforma em uma cidade lotada na temporada, quando ela serve como um playground para turistas internacionais e turcos, com uma fortaleza, ruínas romanas, discotecas da moda e uma série de aldeias em torno da península de cada um com um caráter diferente do clássico ao rústico.
Istambul - a maior cidade da Turquia, a antiga capital de ambos os impérios, o Otomano e o Bizantino, e a única cidade no mundo a atravessarem dois continentes. Istambul tem sido e continua a ser um cadinho de culturas e etnias, o que contribuiu para a riqueza cultural, histórica e arquitetónica da cidade, que alberga inúmeras mesquitas, igrejas, sinagogas, palácios e outros edifícios históricos que merecem ser visitados. Por essas razões, em 1985 a UNESCO declarou as Zonas Históricas de Istambul como Patrimônio Mundial.
Konya - uma cidade muito grande que é o coração da ordem mística sufi*, o local da tumba de Rumi, e com alguns seljúcidas, arquitetura elegante, tudo rodeado por vastas estepes.
* Conhecido por muitos como o misticismo do Islã, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de certas práticas as quais nem sempre seguem um padrão fixo e frequentemente parecem incomprensíveis a um observador que esteja fora do contexto de trabalho. Estas práticas devem ser aplicadas por um professor. Os sufis acreditam que Deus é amoroso e o contato com ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independente da religião praticada. Por este conceito de Deus, foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos esotéricos, pois contrariavam a idéia convencional de Deus.
Sinop - Uma fortaleza e porto da cidade antiga na ponta norte da Anatólia.
Trabzon - O maravilhoso Mosteiro Sumela é apenas fora da cidade e é uma grande porta de entrada para a exploração do Nordeste turco.
Edirne - a segunda capital do Império Otomano.
Izmir - terceira maior cidade da Turquia.

FERIADOS
Os feriados religiosos são móveis, pois seguem o calendário lunar. Os mais importantes são:
Seker Bayrami - equivalente ao Eid al Fitr árabe, sinaliza o fim do Ramazan, mês de jejum.
Kurban Bayrami - equivale ao Eid al Adha árabe, a festa do sacrifício.

OS FERIADOS FIXOS SÃO:
1 de janeiro: Ano novo
23 de abril: Independência e Dia das Crianças
19 de maio: Dia de Atatürk e Festa da Juventude
30 de agosto: Festa da Vitória - comemora a vitória sobre as forças invasoras em 1922
29 de outubro: Dia da República

Embora não seja um feriado turco, no dia 25 de abril os australianos e neozelandeses relembram o Anzac Day. Nessa mesma data, no ano de 1915, tropas daqueles países desembarcaram em Galípoli com o objetivo de conquistar Constantinopla (Istambul) e foram derrotadas. Todos os anos, milhares de pessoas viajam para a Turquia para participar do culto religioso em homenagem aos mortos naquela guerra. Como conseqüência do aumento do fluxo turístico, é recomendável reservar hospedagem e passeios com antecedência.

COMO CHEGAR:

Desde julho de 2004, cidadãos brasileiros não necessitam tirar visto para a Turquia para estadias de até 90 dias em viagens de negócios e turismo. Visitantes de Portugal podem obter o visto de entrada ao chegar no país, mediante o pagamento de uma taxa de 15 euros. Portadores de passaportes dos países da África lusófona necessitam de visto. Os cidadãos dos demais países podem verificar a página do Ministério turco responsável para obter detalhes. Chegar a Istambul é fácil, podendo vir por terra mar e ar. 3 aeroportos internacionais, em Istambul, Ancara e Izmir, boas ligações por caminho de ferro com a Europa e a Ásia e ainda uma vasta rede de estradas e de linhas marítimas, sobretudo com Chipre e com a Grécia.

Para além das três cidades mais importantes do país, são várias as cidades turísticas do Mediterrâneo turco que também possuem aeroportos internacionais, com ligações com cidades como Nova Iorque, Madrid e Londres. De São Paulo a vôos Constantes para Istambul a partir de R$ 1600,00 p/adulto em companhias como KLM, Emirates, Lufthansa, Swiss e Air France.

Por outro lado, no que diz respeito aos caminhos de ferro, destaca-se o Istambul Express, que faz o percurso entre a Turquia e a Alemanha, passando por países como a Bulgária, a Sérvia e a Croácia, entre outros países. Este mesmo trajeto também pode ser feito de autocarro. Há também ligações terrestres, tanto de combóio como por estrada, entre Atenas e Istambul.
Relativamente às linhas marítimas, existem Estações Marítimas nas localidades de Antalya, Marmaris e Izmir, que têm ligações com portos da Itália e da Grécia.

PRODUTOS LOCAIS

Tapetes - Existem quatro tipos principais, todos feitos à mão: o kilim, o cicim (pronuncia-se djidjim), o sumak e o hal;
Couro - a cidade de Malatya é uma grande produtora de artigos em couro;
Cerâmica - As produzidas em Avanos e Kütahya são interessantes e utilizam antigos motivos otomanos;
Instrumentos musicais típicos
Narguilês
Antiguidades - Importante notar que, de modo a evitar o tráfico ilícito de bens culturais, as autoridades turcas não permitem a saída do país de objetos, especialmente os arqueológicos, de mais de 100 anos.

COMIDAS

A cozinha turca é excelente e, exceto para os vegetarianos, tem uma quantidade imensa de pratos de dar água na boca. De acordo com os preceitos islâmicos, o consumo de carne de porco é proibido.
O café da manhã/pequeno almoço (kahvaltı) servido nos hotéis e pensões normalmente consiste em um bufê contendo pão, torradas, queijo, presunto, mel, azeitonas, chá e café.
O börek ou a poça (diz-se "potcha") salgados recheados com carne, queijo ou batata, ou os simit (rosquinhas de gergelim) são vendidos em barracas e carrinhos nas ruas e consumidos por muitas pessoas logo de manhã.

Lanches rápidos incluem:

Lahmacun - espécie de pizza com cobertura de carne;

Pide, pizza turca, um pão sírio com coberturas que é servido em estabelecimentos especializados chamados pideci;

Tava, mariscos à milanesa, comuns nas cidades costeiras;

Mantı - raviólis de carne com molho de iogurte.

Os restaurantes, por sua vez, servem pratos quentes mais substanciosos como o Kebap:
İskenderkebap - carne no pão sírio com molho de tomate picante, iogurte e salada
- Köfte (almôndegas)
- šiš (carne grelhada)
- Çöp šiš (de cordeiro)

Arroz com mexilhão: a iguaria fica exposta no carrinho e sem refrigeração. Se você não tiver um aparelho digestivo de aço, melhor deixar para o último dia;

Mezes: entradas muito populares que às vezes substituem uma refeição completa e são normalmente acompanhadas pelo rakı;

As sobremesas mais comuns incluem as:
Baclavas (pastéis doces, regados a mel);

Sütlaç (tipo de arroz-doce);

Lokum: a delícia turca que consiste em balas de goma açucaradas;

Dondurma: o sorvete turco. Aditivado com um produto que faz com que não se derreta facilmente, a guloseima -- bastante peculiar -- é espancada ininterruptamente pelo sorveteiro, que pega, estica e puxa a gororoba o tempo inteiro na frente do "público", protagonizando um espetáculo à parte.

BEBIDAS

Café (kahve) - o café turco é servido em pequenas xícaras e é forte e encorpado. Atenção para não beber os grãos que ficam no fundo da xícara. O sade kahve é servido puro. Já o şekerli, orta şekerli e o çok şekerli levam açúcar.

Chá (çay) também é muito popular no país e, quando preparado pelos locais, é forte. O chá de maçã (elma çayı) é imperdível.

Ayran - um refresco à base de iogurte

Boza, bebida originária da Ásia Central, é feita à base de trigo, açúcar e água. Por ser fermentada, tem um teor levemente alcoólico. Sua consistência grossa e é consumida gelada. Vefa Bozacisi é a marca mais conhecida de Istambul.

Sahlep - outra bebida tradicional, porém quente. É feita de leite, raiz de orquídea e açúcar e tipicamente decorada com canela. É mais consumida no inverno e servida em cafés e patisseries (pastane).

Suco de romã - As exemplares mais gigantescas e belas que já vi espremidas na hora, um verdadeiro luxo

Bebidas alcoólicas

Embora seja um país islâmico, bebidas alcoólicas são facilmente encontradas pelo país. No entanto, ficar bêbado pode causar sérias recriminações. Evite a todo custo o consumo de bebidas alcoólicas em público durante o mês do Ramadã. Neste período, é um tempo de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade, e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período pede-se ao crente maior proximidade dos valores sagrados, leitura mais assídua do Alcorão, freqüência à mesquita, correção pessoal e autodomínio. o Ramadã não é celebrado todos os anos na mesma data, podendo passar por todas os meses e estações do ano, conforme a progressão dos anos, porém sua duração é entre 29 e 30 dias.
Rakı - uma bebida alcoólica derivada da uva e com sabor de anis, semelhante ao arak. É considerada a bebida nacional da Turquia. Normalmente é servida misturada a água e/ou gelo.
Vinho - o encorpado vinho da Capadócia é envelhecido em barris de concreto e tem um sabor distintivo
Efes - a maior marca de cerveja nacional tem sabor leve e é muito popular.

Pontos turísticos em Istambul

- Basílica de Santa Sofia
A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia) e que foi convertido em mesquita em 1453 até ser transformado em museu, em 1935.

- Palácio de Topkapı
O Topkapi, construído por ordem de Fatih Mehmet em 1475 foi residência dos sultões otomanos, Amplo e muito bonito, completamente diferente dos palácios que vemos na Europa, onde todas as alas principais fazem parte de um único prédio, o Palácio Topkapi tem jardins que separam um conjunto de cômodos de outro. O palácio é circundado por muralhas e tem o dobro da área do Vaticano. A maioria dos prédios foi destruída em diversos grandes incêndios e terremotos ocorridos nos séculos XVI e XVII, mas reconstruídos e restaurados posteriormente. O palácio abriga uma coleção de tesouros dos sultões otomanos, além de vestes antigas e pertences de Maomé (em árabe, Mohammed). O acervo é permanentemente vigiado por um guarda de turbante sentado dentro de uma pequena cabine rezando o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. Na sala principal vemos a espada de Maomé, o molde em bronze da pegada de seu pé e fios de cabelos e de barba que seriam do profeta. Existe ainda, atrás de uma porta de vidro, um caixão contendo outros pertences de Maomé que, durante o Ramadã, é aberto e exposto a visitação pública.

- Mesquita de Arap

-Torre de Gálata (Galata Kulesi)
Do alto dos seus 61 m, esta histórica torre oferece uma vista inolvidável sobre a cidade e também sobre a entrada do Bósforo, o Mar de Maramara e o Corno de Ouro. Poderão assistir a um espectáculo folclórico, cantos turcos e dança tradicional oriental (dança do ventre) no restaurante panorâmico da torre.


-Ilhas do Príncipe
As Ilhas do Príncipe é um complexo de nove ilhas espalhadas no Mar de Mármara ao sul-leste do Bósforo. Elas foram nomeadas após os príncipes que estavam exilados lá durante a era Bizantina, estas eram um centro religioso, também, com um monte de mosteiros. Mais tarde, tornaram se um lugar popular para as pessoas mais ricas de Istambul. Casas e mansões foram construídas sobre as ilhas que são ideais para caminhadas ou passeios. Na verdade, não são permitidos carros para chegar às Ilhas Príncipe. As quatro maiores ilhas são habitadas por residentes permanentes durante todo o ano. Durante o verão, a população da maior Ilha do Príncipe aumenta devido a um monte de gente passar este nas suas casas em casa de férias.
É possível ir até lá a partir de Istambul, sendo um excelente destino turístico pelas suas praias, o seu sol.


-Torre de San Leandro
A Torre de Leandro, também conhecida como Torre da Donzela (em turco: Kız Kulesi) é uma construção histórica da cidade de Istambul], na Turquia]. Ocupa uma ilhota do estreito do Bósforo, ao largo de Üsküdar. A torre foi originalmente construída em 408 a.C. pelo general ateniense Alcibíades para controlar o movimento dos navios persas no Bósforo. A torre foi originalmente construída em 408 a.C. pelo general ateniense Alcibíades para controlar o movimento dos navios persas no Bósforo.[ Uma das lendas turcas mais populares conta que um sultão tinha uma filha que adorava. Um dia , um oráculo profetizou que ela seria morta por uma cobra venenosa no seu 18º aniversário. Num esforço para evitar a perda prematura da filha, o sultão colocou-a longe da terra, para que ficasse longe de cobras, para o que mandou construir a torre, onde a visitava frequentemente. No 18º aniversário da princesa, o sultão levou um cesto de frutos exóticos como presente. Assim que a princesa se aproximou do cesto, foi mordida por uma áspide que se tinha escondido entre as frutas. A princesa acabou por morrer nos braços do seu desgostoso pai, que assim viu concretizada a profecia. Supostamente o nome de Torre da Donzela tem origem nesta lenda.

- Hipódromo


- Castelo das sete Torres


- Museu dos Mosaicos


- Museu Sadberk Hanım


- Mesquita Azul
A Mesquita Azul (ou Mesquita do Sultão Ahmed) é uma das obras-primas em Istambul do arquiteto Sinán. Está situada em frente da Hagia Sofía separadas ambas por um formoso espaço ajardinado, e é a única no Istambul que possui seis almádenas (minaretes).
O seu magnífico exterior não faz sombra a seu suntuoso interior. Uma verdadeira sinfonia de belos mosaicos azuis de Izmir dão a este espaço uma atmosfera muito especial. Sinán Ibn Abdulmennan, ou Mimar Sinán (em turco, "Arquiteto Sinán"), ou simplesmente Koca Sinán ("o Grande Sinán"), foi o chefe dos arquitetos imperiais (mimarbashi) da corte turca e serviu às ordens de três sultões durante cinqüenta anos, entre 1538 e 1588. Seus trabalhos são um compêndio da arquitetura turca em seu apogeu e seus lucros artísticos revolucionaram a concepção estética do Islã. Os imperadores Bizantinos construíram um grande palácio onde se encontra hoje a Mesquita Azul. Em 1606 o Sultão Ahmet I quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Igreja de Santa Sofia.
A Mesquita Azul ou também chamada de Mesquita de Sultão Ahmet é um triunfo em harmonia, proporção e elegância. Ela foi construída em um estilo clássico otomano e se encontra bem em frente da Igreja de Santa Sofia no bairro famoso de Sultan Ahmet.
As mesquitas geralmente eram construídas com um intuito de serviço publico. Existiam diversos prédios ao lado da Mesquita Azul que incluem: escola de teologia, uma sauna turca, uma cozinha que fornecia sopa aos pobres, e lojas, as quais forneciam capital para o sustento da mesma.
A mesquita foi revestida com azulejos azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Não há figuras no interior da Mesquita pois os muçulmanos não cultuam imagens.
Ao entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos. Shortes, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Funcionários da Mesquita fornecem uma espécie de canga para cobrir as partes do corpo que desrespeitam a religião muçulmana.

- Capadócia
A Capadócia fica na Anatólia Central, bem no meio do país, a uns 700 quilômetros de Istambul. É uma região do centro da Turquia conhecida pela invulgares formações geológicas que aí podemos encontrar, entre as quais se destacam as famosas “chaminés de fada” assim como por ter sido o local que recebeu uma das primeiras comunidades cristãs do mundo, que viviam em cavernas onde deixaram belos frescos pintados nas suas paredes.

A cerca de 1,5km da localidade de Göreme fica o “Open air museum”. É um espaço onde se concentram as melhores obras de arte daquela época. Há várias antigas capelas e outras divisões de um enorme mosteiro um pouco diferente do habitual. Tudo era escavado na rocha. São visíveis salas que eram usadas como refeitório, dormitório e claro está as igrejas. Nestas podemos observar frescos de várias fases da sua existência, desde uns rudimentares do séc. IV, que são apenas simples pinturas dos símbolos cristãos a uma só cor nas rochas, até fantásticas obras primas do séc. XI e XII.”
Há várias cidadezinhas onde se concentram hotéis e restaurantes. As mais charmosas são Göreme e Uçhisar que têm restaurantes deliciosos, lojinhas bem aprumadas e até uma vidinha noturna. Ao contrario do que muita gente pensa, é facílimo se virar sozinho na Capadócia. As estradinhas são bem sinalizadas, as atrações têm audioguias e os highlights estão concentrados numa área relativamente pequena (você nunca precisa dirigir mais de meia hora).
No entanto, fazer pelo menos um passeio guiado pelas casas escavadas é interessante para ter algumas explicações sobre detalhes que, sozinho, você dificilmente conseguiria observar ou entender.
Entrar nas casas escavadas e conhecer os vales implica subir, descer, escalar, abaixar e caminhar muito. E se você for de abril a outubro, provavelmente fará isso sob um calor intenso e seco. Pessoas com problemas de locomoção, joelhos castigados, ciáticos temperamentais ou simplesmente fora de forma sofrem um bocado. Para enfrentar o clima árido, ter uma garrafa de água e um protetor labial sempre em mãos é questão de sobrevivência.

- Éfeso
Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. O sítio arqueológico encontra-se, hoje em dia, a três quilômetros a sudoeste da cidade de Selçuk, no distrito homônimo da província de Esmirna. As ruínas de Éfeso são um importante ponto turístico internacional da região. Foi uma das Sete Igrejas da Ásia citadas no livro bíblico do Apocalipse. O Evangelho de São João pode ter sido escrito na cidade, onde também se encontra um grande cemitério de gladiadores.

- Pamukkale
Pamukkale ("castelo de algodão", em turco) é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina, situado próximo a Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino. Foi declarado Património Mundial da UNESCO juntamente com Hierápolis em 1988.


Outros pontos da turquia
• Afrodisias
• Costa do Mediterrâneo
• Curdistão
• Göremi -
• Hammam – Banho Turco
• Konya
• Monte Nemrud
• Museu de kariye
• Museus de Istambul
• palácio de ciragan
• Palácio de Dolmabahçe
• Tróia

Abaixo um artigo de um viajante:


UMA CIDADE, DOIS MUNDOS


Uma metade na Europa, a outra na Ásia. Haréns dos sultões, bazares labirínticos, mesquitas, basílicas, vestígios romanos. Garotas de jeans e senhoras de burca. Um eletrizante mistério chamado Istambul.
Não foi por meio das aulas de história que Istambul entrou pela primeira vez em meu imaginário, e sim quando assisti ao filme Expresso da Meia-Noite, uns 20 anos atrás. Fiquei com a idéia de que era uma cidade que cheirava a encrenca. Ao conhecê-la, no início de junho, descobri que, na verdade, ela cheira a pistache, amêndoa e café. Encrenca só vi no trânsito. Mistério vi em toda parte.
Ainda que a capital da Turquia seja Ankara, é de Istambul que todos falam e para onde todos querem ir, atraídos por sua singularidade: uma metrópole cortada pelo Estreito de Bósforo, ficando uma de suas metades na Ásia e a outra, na Europa. Essas duas metades, no entanto, se confundem. Nas ruas, garotas de vestido decotado caminham ao lado de mulheres enfurnadas em burcas, mesmo a uma temperatura de 37 graus. O verão é muito quente e úmido. No inverno, neva. O clima é apenas um de seus extremos.

A suntuosidade dos palácios, das mesquitas e basílicas contrasta com a sujeira das ruas e a humildade do povo: não se vêem sultões andando de BMW pelas avenidas. Depois de ter sido a cidade mais rica do mundo cristão, quando ainda se chamava Constantinopla, hoje o luxo de Istambul está confinado em locais como o Topkapi, antiga residência imperial formada por diversos pavilhões e pátios internos. Lá estão, abertos à visitação, os tesouros do Império Otomano (jarros incrustados com pedras preciosas, adagas de ouro e esmeraldas que humilhariam os anéis de Elizabeth Taylor) e o harém onde o sultão guardava outras jóias: suas roliças e fogosas concubinas. Grande parte do Topkapi é hoje um parque público, com jardins bem cuidados, situado na área conhecida como Região do Palácio do Sultão.
Poucos quarteirões adiante fica Sultanahmet, outro dos bairros que atraem mais turistas. Ali, de frente uma para a outra e separadas apenas por uma pequena praça, a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia competem em majestade. A primeira, com seus seis minaretes esguios apontados para o céu, é internamente recoberta de azulejos e de silêncio: entra-se sem os sapatos, mas não sem respeito. De maio a setembro, assim que começa a escurecer, turcos e turistas se reúnem na pracinha defronte para assistir ao espetáculo de som e luzes projetadas sobre a mesquita. Enquanto uma voz narra, pelos alto-falantes instalados nos minaretes, a história da sua construção (cada noite em um idioma diferente), música e canhões de luz tentam preencher os olhos e ouvidos atentos da platéia. Tentam. Não estou segura da satisfação da clientela: as gaivotas que sobrevoam a mesquita me pareceram mais atraentes do que os tímidos efeitos luminosos.
A Basílica de Santa Sofia, por sua vez, não só impressiona por fora, com seus tons de terracota, mas principalmente por dentro. Ao entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece, a cabeça ergue-se para cima e a gente só não cai de joelhos por detalhe. A visão é vertiginosa. Tudo é mega e fascinante: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas, os balcões e os estupendos medalhões caligráficos, dourados, pendurados nas paredes.

Ainda em Sultanahmet, na esquina da Santa Sofia, uma bilheteria acanhada vende ingressos para uma intrigante aventura subterrânea: a visita à Cisterna da Basílica. Desce-se por uma escadinha e, de repente, estamos embaixo da terra, em quase absoluta escuridão, entre colunas de mais de 8 metros de altura e com pingos caindo lenta e educadamente sobre nossa cabeça. Trata-se do antigo reservatório de água da cidade. Passarelas molhadas nos conduzem entre as 336 colunas bizantinas, ao som de música new age. O cenário faz lembrar um filme de Indiana Jones. Mais uma extravagância da cidade.
A prova de que tudo é grande em Istambul está na moeda: a entrada para o Topkapi custa 15 milhões de liras turcas; a entrada para a cisterna, 8 milhões; e para a Santa Sofia, 6 milhões. É um susto, mas a quantidade de zeros não reflete seu valor: 15 milhões é mais ou menos 10 dólares. Com 1 milhão de liras você não compra mais do que duas garrafinhas de água mineral.
Deixando um pouco de lado as obras monumentais, há vida prosaica em Istambul. No bairro de Beyoglu, do outro lado do mítico e plácido braço de mar chamado Golden Horn (Chifre de Ouro), está a Torre de Gálata (recomendo uma subida para apreciar a vista de 360 graus da cidade) e a larga avenida Istiklal Caddesi, um calçadão onde você descobre que nem só de tapete vive o comércio do país. Aqui estão diversas lojas de instrumentos musicais, butiques de grife, uma livraria encantadora chamada Robinson Crusoé, uma filial da rede de sorvetes Mado (considerado o melhor do país) e a interessante galeria Çiçek Pasaji, um antigo mercado de flores cujas barracas abrigam hoje diversos restaurantes e cafés típicos. No final da avenida Caddesi chega-se à praça de Taksim, o coração cosmopolita de Istambul. Um perímetro mais comum a nós, 100% ocidentais, se é que se pode chamar de comum um lugar em cujos outdoors e placas boa parte das palavras começa com cedilha.
Ainda nos arredores da Istiklal Caddesi, pipocam atrações. Em uma de suas travessas situa-se o lendário hotel Pera Palas, que hospedava os passageiros mais ilustres do trem Orient Express, e ficou ainda mais conhecido depois que se tornou uma espécie de segundo lar da escritora inglesa Agatha Christie, a rainha dos romances de mistério. Seu bar ainda cultiva um certo charme, mas o hotel está decadente. Desconfio que a criadora do detetive Hercule Poirot hoje optaria por um Crowne Plaza.

Aliás, há muitos hotéis de rede em Istambul. Mas nada como se hospedar numa antiga mansão otomana restaurada para não fugir do espírito da cidade. Na pequena e tranqüila rua de pedra Sogukçesme Sokagi, junto à praça Sultanahmet, há uma série dessas casas que viraram os chamados hotéis de licença especial. O mais charmoso deles é o Konuk Evi. O ex-presidente francês François Mitterrand o adorava. Não se aflija: eu me hospedei lá e em nenhum momento precisei dizer em voz alta o nome da rua, que é realmente impronunciável.

Cheguei e parti de Istambul sem saber dizer obrigado em turco. Tentei decorar, treinei em casa, mas na hora não saiu: é tesekkür ederim (com cedilha no esse!!). Mas, sabendo dizer obrigado em inglês, ninguém se aperta. A maioria das pessoas com as quais o turista se relaciona fala um inglês básico. Principalmente os comerciantes. Estes, se for preciso, falam até português com sotaque carioca, desde que você compre deles um legítimo kilim.


Istambul, aliás, é uma cidade toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima de mesas e cadeiras, saindo pelas janelas. É tapete pra tudo quanto é lado - e o efeito visual é bonito à beça. Impossível sair da cidade sem levar ao menos um. Em Sultanahmet, o melhor lugar para adquiri-los é no Arasta Bazar, uma rua ao lado da Mesquita Azul. O assédio dos vendedores não é a melhor recordação que você vai levar da cidade, mas faz parte da cultura local. Se você é loiro, e/ou tem olhos claros e/ou está levando uma mochila nas costas, terá revelada sua condição de turista e receberá um assédio de proporções quase indecentes. Eu, mesmo tendo o aspecto de uma muçulmana, não consegui evitar - levava uma mochila nas costas.

É assim no Arasta - e é assim num dos mercados mais famosos do mundo, o Grande Bazar, que não é grande, é enorme. Os riscos de se perder lá dentro, no entanto, são mínimos. Basta você se lembrar do nome do portão pelo qual entrou (há vários) e, quando quiser ir embora, seguir as indicações das placas internas. Portanto, perca-se, o lugar pede. E, ao bater em retirada carregando seus oito tapetes, suas cinco capas de almofada, seus dois conjuntos de chá, seus sete castiçais e seus 11 pratinhos de porcelana, não esmoreça e dirija-se ao Bazar Egípcio (ou das Especiarias), não muito longe dali. Aí sim, acrescida sua bagagem de vários chás e temperos, almoce no Pandeli, uma instituição turca que fica no segundo andar do prédio.

Eu poderia ficar até amanhã falando sobre Istambul, mas a revista continua e você precisa ir adiante. Faltou dizer que, se você quiser ver dança do ventre, há casas noturnas que apresentam o espetáculo, ainda que no quesito sensualidade as brasileiras sigam imbatíveis. Que é uma cidade que já vem com trilha sonora: há sempre um som exótico ou misterioso saindo de algum lugar. Seja dos minaretes, cujos alto-falantes convocam a população às orações do dia, seja uma música de rua, há sempre o que ouvir. E que, se você ficar apenas três ou quatro dias, vai ser pouco. Istambul é grande, como já foi dito. São dois continentes numa cidade só.

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